domingo, 1 de outubro de 2017

Os 10 políticos mais corruptos de todos os tempos




Em situações em que o dinheiro fala mais alto, a influência política parece descartar o dinheiro público de um país, em última instância é inevitável que o dinheiro faça parte de um campo de jogos da corrupção. Atualmente vivemos em uma sociedade habitada por alguns dos políticos mais corruptos do mundo.

A corrupção é caracterizada como o abuso de recursos públicos, poder e posição para fornecer uma vantagem desleal a indivíduos, famílias e amigos. Recursos públicos comuns que muitas vezes são embolsados por políticos como dinheiro, bens, fundos de ajuda médica e as dotações orçamentais.

Infelizmente, não é preciso muito para ser um politico do “Colarinho Branco”, além de ter talento persuasivo, ambição verbal, valiosos contatos e um monte de dinheiro para desperdiçar. Isto é principalmente mais do que suficiente para transformar um bom politico em um indivíduo corrupto que está sempre pronto para aproveitar a vida de corrupção na política.

A corrupção é um problema complexo que afeta os aspectos sociais, econômicos e políticos em quase todos os países. A corrupção pode enfraquecer as instituições democráticas, abrandar projetos de desenvolvimento e pode até causar a desestabilização do governo.O conhecimento e sensibilização do público com os efeitos negativos da corrupção pode ajudar a minimizar o problema.

Abaixo estão 10 dos políticos mais corruptos do mundo.


Você pode já ter conhecimento prévio de alguns deles, no entanto, é hora de trazer à tona estes políticos que marcaram a trajetória política da pior forma possível.


1. Mohamed Suharto


Mohamed Suharto
Mohamed Suharto era presidente da Indonésia de 1967 a 1998. Seu regime foi considerado como o mais corrupto do século XX. Ele e sua família tinham o controle de empresas privadas e instituições de caridade. Suharto renunciou ao cargo após enormes protestos de indonésios.

A Transparência Internacional havia estimado que Suharto tivesse desviado cerca de 15 a 35 bilhões de dólares, durante seus 32 anos no poder.  Em 27 de janeiro de 2008, ele morreu de complicações decorrentes de um coração fraco aos 86 anos. Em dezembro de 2010, o Supremo Tribunal da Indonésia tinha anunciado que tinha recuperado 307 milhões de uma das instituições de caridade estabelecidas por Suharto.


2. Ferdinand Marcos


Ferdinand Marcos
Ferdinand Marcos foi presidente das Filipinas de 1965 a 1986. Durante sua ditadura, a dívida de seu país havia crescido de 1 bilhão a 25 bilhões de dólares. Ele usou contas bancárias para canalizar fundos do governo para as suas contas pessoais.

Relatórios afirmaram que ele havia roubado de 5 bilhões a 10 bilhões de dólares da tesouraria das Filipinas. Sua riqueza foi obtida ilegalmente pela aquisição de grandes empresas privadas,empréstimos do governo para seus comparsas e propinas de empresas privadas. Apenas 4 bilhões de dólares foram recuperados de sua riqueza desde que ele morreu em um exílio no Havaí em 1989.


3. Mobutu Sese Seko


Mobutu Sese Seko
Mobutu Sese Seko foi presidente da República do Congo de 1965 a 1997. Durante seu regime ditatorial, foi conhecido por nepotismo, viagens de compras a Paris e por desvio de fundos do governo. Foi relatado que Seko havia desviado de 4 bilhões de dólares a 15 bilhões de dólares.

A nação sofreu alta inflação, dívidas excessivas e desvalorização da moeda local. Em 1991, a instabilidade e os problemas econômicos levaram Seko a partilhar o poder com os líderes da oposição, mas ele usou o exército para impedir a mudança. Em maio de 1997, ele foi expulso do poder por forças rebeldes. Morreu vitima de câncer de próstata no exílio em Rabat, Marrocos, em Setembro de 1997.


4. Slobodan Milosevic


Slobodan Milosevic
Slobodan Milosevic foi o presidente da Sérvia de 1989 a 1997 e presidente da República Federal da Jugoslávia de 1997 a 2000. Em 2001, ele foi preso por corrupção e abuso de poder.

Milosevic foi entregue às Nações Unidas por crimes de guerra tribunal em Haia, onde ele foi acusado de crimes contra a humanidade e uso ilegal de 2,1 bilhões de dólares dos fundos do governo. Ele morreu antes do julgamento ter terminado.


5. Saddam Hussein


Saddam Hussein
Saddam Hussein foi o presidente do Iraque entre 16 de julho de 1979 a 09 de abril de 2003. Em 2003, várias horas antes da invasão dos Estados Unidos, ele tinha ordenado para que Banco Central do Iraque transferisse 1 bilhão de dólares dos cofres do governo para a sua conta pessoal. De acordo com a investigação do Senado dos Estados Unidos, Saddam Hussein tinha desviado cerca de 21 bilhões de dólares do programa Petróleo em troca de alimentos.

Em 5 de novembro de 2006, Hussein foi condenado por acusações relacionadas ao assassinato de 148 xiitas iraquianos em 1982 e foi condenado à morte por enforcamento. A execução de Saddam Hussein foi realizada em 30 de dezembro de 2006.



6. Sani Abacha


Sani Abacha
Sani Abacha foi o chefe de estado da Nigéria entre os anos de 17 de novembro de 1993 a 08 de junho de 1998. Durante seu regime, ele e sua família tinham supostamente roubado cerca de 5 bilhões de euros dos fundos do governo.

Abacha morreu em 1998 em sua casa de campo em Abuja. A causa da morte foi um ataque cardíaco súbito embora haja relatos não confirmados de que ele havia sido envenenado. Em março de 2014, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos havia revelado que tinha congelado 458 milhões de dólares, acreditando serem adquiridos ilegalmente por Abacha e seu grupo.


7. Alberto Fujimori


Alberto Fujimori
Alberto Fujimori foi o 90° presidente do Peru. Ele esteve no cargo entre os anos de 1990 a 2000. Ele fugiu para o Japão, quando a notícia de sua corrupção foi divulgada ao público. Fujimori foi condenado a 7 anos e meio de prisão por peculato e outros 6 anos por corrupção e suborno de encargos políticos. Ele também foi condenado por abusos dos direitos humanos, assassinato e sequestro e foi condenado a 25 anos de prisão.

O Japão havia negado os pedidos de extradição do governo peruano. No entanto, ele inesperadamente foi para o Chile. Em 21 de setembro de 2007, a pedido do Peru, a Corte Suprema do Chile havia concedido a extradição de Fujimori para o Peru.


8. Budd Dwyer


Budd Dwyer
Budd Dywer era um membro republicano da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos entre os anos de 1965 a 1970. Ele também serviu ao Senado entre 1971 e 1981 e mais tarde serviu como tesoureiro da Pensilvânia de 1981 até o dia em que tirou a própria vida.

Dwyer estava programado para ser julgado após ser considerado culpado de roubar cerca de  300.000 doláres de uma empresa privada, em troca de um contrato de Estado de 4 milhões de dólares. Ele também foi culpado de fraude postal e conspiração para cometer suborno. Em 22 de Janeiro de 1987, durante uma conferência para imprensa, Dwyer puxou o gatilho e tirou a sua própria vida de maneira trágica.


9. Randy Duke Cunningham


Randy Duke Cunningham
Randy Duke Cunningham foi um piloto de caça da Marinha durante a Guerra do Vietnã. Ele serviu como republicano na Câmara dos Estados Unidos entre os anos de 1991 a 2005. Ele renunciou em 2005, após se declarar culpado de acusações de suborno, fraude postal, fraude eletrônica e evasão fiscal.

Ele reconheceu que havia desviado pelo menos 2,4 milhões de dólares. Foi conhecido como o maior suborno recebido por um congressista na história. Ele usou subornos para comprar uma mansão, condomínios e iates. Em 3 de março de 2006, ele recebeu 8 anos de prisão e foi condenado a pagar de volta 1,8 milhões de dólares aos cofres públicos. Em 4 de junho de 2013, Cunningham completou a sua pena de prisão e atualmente vive em Arkansas.


10. Spiro Agnew


Spiro Agnew
Spiro Agnew foi vice-presidente dos Estados Unidos, durante o mandato do presidente Richard Nixon. Ele esteve na posição a partir de janeiro de 1969 até a sua renúncia em 1973. Ele renunciou quando um júri federal o investigava em um esquema de corrupção.

Inicialmente, Agnew havia negado as acusações de corrupção, porém mais tarde ele entrou em um acordo judicial com o Departamento de Justiça para que ele não disputasse uma única acusação de que ele havia traído o governo. O juiz multou Agnew por 10.000 dólares e ele foi condenado a 3 anos de liberdade condicional. Em 1983, ele foi forçado a pagar para o estado de Maryland a quantidade de subornos que ele havia feito que totalizaram cerca de 270.000 dólares.